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    March 19

    Formigas-Traiçoeiras e Corruptas.

    Uma nova pesquisa sugere que as formigas são traiçoeiras, egoístas e corruptas, contrariando a imagem de insetos de convivência harmoniosa e com pré-disposição para colocar o bem da comunidade acima de preocupações pessoais.

    Os pesquisadores Bill Hughes, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, e Jacobus Boomsma, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que determinadas formigas conseguem burlar o sistema, garantindo que seus filhotes se tornem rainhas reprodutivas ao invés de operárias estéreis.

    "A teoria aceita era de que as rainhas eram produzidas só por criação: certas larvas recebiam determinados alimentos para que se desenvolvessem de forma a se tornar rainhas e todas as larvas poderiam ter essa oportunidade", explicou Hughes.

    "Mas nós realizamos uma identificação de DNA em cinco colônias de formigas-cortadoras e descobrimos que os filhotes de alguns pais têm maior probabilidade de se tornarem rainhas do que de outros. Estas formigas têm um gene ou genes 'da realeza', que lhes dá uma vantagem injusta e permitindo que tapeiem muitas de suas irmãs altruístas em sua chance de se tornarem rainhas."

    'Às escondidas'

    Mas o que intrigou os cientistas foi que essas linhagens genéticas "reais" sempre foram raras em cada colônia.

    Hughes diz: "A explicação mais provável tem que ser que as formigas estão tomando medidas deliberadamente para evitar serem detectadas. Se houver um excesso de formigas de uma linhagem genética tornando-se rainhas em uma única colônia, as outras formigas notarão isso e poderão tomar uma medida contra elas."

    "Então nós achamos que os machos com estes genes 'reais' evoluíram para, de alguma forma, propagar seus filhotes por mais colônias e, assim, escapar detecção. A raridade das linhas reais é, na verdade, uma estratégia evolutiva para que os tapeadores escapem do destino de ser reprimidos pelas massas altruístas que exploram."

    Umas poucas vezes por ano colônias de formigas produzem machos e novas rainhas que saem do ninho em busca de novos parceiros para reprodução.

    Os machos morrem pouco depois do acasalamento e as fêmeas fundam novas colônias.

    Sem utopia

    Os pesquisadores estão ansiosos para estudar este processo, para determinar se sua hipótese é correta e a estratégia de acasalamento dos machos com genes reais garante sua raridade, para manter suas vantagens ocultas de seus parceiros operários.

    Mas a descoberta dos cientistas prova que, embora colônias de insetos sociais freqüentemente sejam citadas como prova de que sociedades possam ser baseadas em igualdade e cooperação, elas não são tão utópicas quanto parecem.

    "Quando estudamos insetos sociais como formigas e abelhas, com freqüência é o aspecto cooperativo que de sua sociedade que aparece primeiro", disse Hughes.

    "Mas, quando você examina mais de perto, pode ver que há conflito e tapeação - e, obviamente, a sociedade humana também é um exemplo primordial disso. Acreditava-se que as formigas eram exceção, mas nossa análise genética mostrou que a sociedade delas também é abundante em corrupção - e corrupção real!"

    A pesquisa foi financiada pela Fundação Carlsberg e publicada em Proceedings of the National Academy of Sciences.

    Fonte: O Globo.

    March 17

    Coala

    Phascolarctos cinereus, família Phascolarctidae) são mamíferos marsupiais de pêlo cinza e branco que vivem no Sudeste e Nordeste da Austrália.

    Os coalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram seu alimento. Passam em média 14 horas por dia dormindo e descansando, e o restante em busca de alimento. Sua bolsa marsupial situa-se nas costas. O filhote fica lá até crescer, continuando agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.

    Estes marsupiais encontram-se em vias de extinção desde o inicio da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele. Hoje, a caça não é o maior risco mas sim as queimadas nas florestas, que matam muitos animais, e a eliminação das árvores onde vivem, tanto por queimadas quanto por lenhadores. Ao perder a sua casa e alimento, o coala se muda e pode chegar a povoamentos ou cidades, onde morre por atropelamento ou é caçado por cães.

    March 09

    Nasalis larvatus - Macaco Narigudo

    Filo: Chordata
    Classe: Mammalia
    Ordem: Primates
    Família: cercopithecidae
    Nome Ciêntífico: Nasalis larvatus
    Características:
    Comprimento: 70 a 80 cm, mais 75 cm de cauda
    Peso do macho: 15 a 22 kg
    Peso da fêmea: 8 a 12 kg
    Regime vegetariano
    Nasce um filhote por vez

    O macaco-narigudo ou násico vive em bandos nos mangues de Bornéu, ao longo dos rios ou em florestas pantanosas. É animal sociável e pacífico, com uma característica estranha: a macho tem grande, bulboso e saliente nariz. Parece um pepino de 10 cm de comprimento. Pende à frente da boca e o macaco tem que segurá-lo com uma das mãos para poder comer. O nariz não é só comprido têm muitos vasos sangüíneos e pode ficar vermelho - vivo se o animal ficar pendurado ou irritado. Somente o macho adulto possui o nariz grande.A fêmea e os filhotes têm o nariz pequeno e arrebitado.


    Os násicos constituem grupos de cerca de vinte indivíduos, durante o dia. À noite formam bandos maiores. Vivem em árvores e se alimentam de brotos e folhas tenras. Levam vida pacata. Gostam de banhar-se e nadar e ás vezes pulam na água do alto das árvores. É muito difícil criá-los em cativeiro. Recentemente, na Alemanha, foi obtida uma grande vitória: nasceram filhotes de macacos - narigudo no zoológico de Frankfurt.

    Lúcia Helena Salvetti De Cicco


    http://www.saudeanimal.com.br/nasico.htm