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    February 14

    Lêmure

    Os lémures só são encontrados na ilha de Madagascar e em algumas pequenas ilhas circundantes como as Comores (embora provavelmente tenham aqui sido introduzidos por humanos). Indícios fósseis indicam que eles atravessaram o mar após Madagascar se ter separado de África. Enquanto que os seus antepassados competiam com macacos e outros primatas, os lémures estavam a salvo, sem qualquer tipo de competição, e por isso diferenciaram-se numa grande quantidade de espécies.

    Os lémures podem ir dos 30 gramas (Microcebus myoxinus) aos 10 kg (Indri indri). As maiores espécies, algumas das quais pesavam mais de 240 kg, extinguiram-se desde que os humanos se estabeleceram em Madagáscar. As espécies menores são noctívagas enquanto as maiores são diurnas.

    As espécies pequenas Cheirogaleoidea alimentam-se de frutos, folhas, brotos, néctar, insectos, pequenos vertebrados e ovos roubados de outros animais. Os resto das espécies Lemuroidea são essencialmente herbívoros, embora possam complementar a dieta com insectos.

    Os lémures possuem polegares oponíveis, mas as suas caudas não são preênseis. Têm unhas em vez de garras e visão a cores limitada.

    Contrariamente ao resto dos primatas, os lémures vivem numa sociedade matriacal.

    Apesar da aparência dócil e simpática, esses pequenos mamíferos (medem de 38 a 45 cm, comem folhas e frutos, e vivem em bandos de cinco a trinta indivíduos) travam árduas batalhas quando o assunto é a defesa do território, onde qualquer violação de fronteiras pode significar a guerra.

    Os bandos são liderados por uma fêmea dominante, pois na hierarquia dos lêmures de cauda anelada, elas pertencem a uma categoria superior aos machos.

    February 04

    O naturalista que mudou a ciência

    Quem visitar o Museu Histórico Nacional do dia 23 de janeiro até o dia 13 de abril ficará cara a cara com ecossistemas semelhantes aos que o naturalista inglês Charles Darwin encontrou de 1831 a 1836, quando viajou pela América do Sul. Nessa exposição diferente, os visitantes poderão ver animais vivos, observar de perto insetos, orquídeas, fósseis e ainda ter a chance de conhecer um pouco da vida desse cientista inglês. Há histórias sobre seus 10 filhos, uma réplica de sua sala de estudos na Inglaterra, sua árvore genealógica e muito mais!

    Charles Robert Darwin ficou conhecido mundialmente depois de publicar um dos mais importantes livros da história da ciência: A origem das espécies. Na época em que foi lançado, em 1859, o livro deu o que falar. E não era para menos. No século 19, o mundo passava por muitas guerras e pouca gente acreditava em explicações científicas. As explicações religiosas eram as que prevaleciam e questioná-las era um pecado mortal.

    Mas o que o livro tinha de especial? Bem, Darwin encontrou, na América do Sul, a natureza que o inspirou para elaborar a Teoria da Evolução, um trabalho de cinco anos que resultou no famoso livro e mudou o destino da biologia por defender que os seres vivos se modificam através de longos períodos de tempo, permanecendo vivos os mais aptos.

    Darwin coletou espécies, escreveu mais de dois milhões de manuscritos e visitou, entre outros lugares, o Rio de Janeiro. Agora seu espírito aventureiro está de volta à cidade maravilhosa, na exposição Darwin: descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo, no Museu Histórico Nacional.

    A mostra, bastante interativa, já esteve em Nova York e em São Paulo. Segundo os organizadores, ela objetiva a qualidade do ensino de ciências nas escolas. Niles Eldredge, curador da exposição, diz que a visita ao museu é uma ótima oportunidade para crianças, jovens e adultos conhecerem a Teoria da Evolução e também descobrirem o homem comum por trás do grande cientista.

    Um resumo da viagem
    Darwin era um jovem de 22 anos quando teve a chance de viajar pelo mundo e estudar a natureza a bordo do navio Beagle. A expedição, financiada pelo governo inglês, contava com outros cientistas e tinha o propósito de mapear a costa sul-americana.

    A primeira parada foi em Salvador, na Bahia, em 1832. Três meses depois, Darwin estava no Rio de Janeiro, colecionando insetos e visitando o Pão de Açúcar. No Chile, Darwin viu uma floresta petrificada pela vulcanização e ficou encantado com a Cordilheira dos Andes.

    Em abril de 1835, a expedição do Beagle visitou as Ilhas de Gálapagos, território do Equador, onde Darwin percebeu como a natureza favorecia os seres vivos mais aptos, os que tinham melhores habilidades e condições de sobreviver. Os fósseis foram a prova definitiva para Darwin. Segundo ele, os seres vivos evoluíam a partir de um ancestral comum e os que eram mais adaptados ao meio ambiente sobreviviam e passavam suas características aos seus descendentes.

    Tudo isso é muito interessante, mas você só vai descobrir se embarcar nessa exposição!


    Juliana Marques
    Ciência Hoje das Crianças

    Peixe Lua - Peixe Mola

    O peixe-lua (Mola mola- entre outras designações[1]) pertencente à ordem Tetraodontiformes é o maior peixe ósseo conhecido, chegando a atingir 3 metros e cerca de 2,300 kg. O peixe lua distingue-se pela forma circular do corpo, pouco habitual nos peixes que são em geral fusiformes. Esta espécie não tem barbatanas caudais e a locomoção é feita pelo movimento conjugado das barbatanas dorsal e anal. O peixe-lua habita as zonas temperadas e quentes dos Oceanos Atlântico e Pacífico e alimenta-se de zooplancton e pequenos peixes. Por causa das grandes dimensões da barbatana dorsal, este animal é por vezes confundido com um tubarão quando observado da superfície. O peixe lua é considerado, em algumas culturas, um petisco apetecível, mas a sua carne contém neurotoxinas em quantidades apreciáveis. Este peixe é geralmente um viveiro de parasitas tendo chegado a encontrar-se mais de cinquenta tipos diferentes de endo e exoparasitas num único exemplar. O peixe lua é por vezes avistado a boiar na superfície dos oceanos, num comportamento que se pensa ser destinado a aquecer o corpo depois de mergulhos prolongados a grande profundidade.

    O Oceanário de Lisboa tem um peixe lua no tanque central.

    February 02

    A humanidade e os elefantes

    A caça de elefantes, causada principalmente pelo seu marfim, é geralmente ilegal em todos os países africanos. No entanto, dadas as enormes quantidades de comida que estes animais requerem, alguns parques naturais africanos recorrem à emissão de licenças de caça em número reduzido para controlar as populações e angariar fundos. A caça dos elefantes teve também consequências a nível evolutivo. Visto que o objectivo primordial dos caçadores eram as presas, os animais que não as tinham graças a uma mutação genética, foram favorecidos. O processo involuntário resultou numa selecção artificial das populações de elefantes (análogo ao que resultou nas raças de cães), onde os animais sem presas passaram de 1% do total a representar, em certos locais, cerca de 30% dos indivíduos.

    Ao longo da história, os elefantes foram utilizados pelo Homem para várias funções, como transporte, entretenimento e guerra. Os elefantes de guerra foram uma peça táctica importante antes da generalização da artilharia, principalmente nos exércitos de Cartago e do Império Persa. Apesar destes usos, o elefante não é um animal doméstico, na medida em que não é criado em cativeiro. Quase todos os elefantes ao serviço do Homem foram ou são animais domados, isto é, nascidos em liberdade e adaptados às várias funções. Os motivos da falta de sucesso da domesticação dos elefantes incluem as despesas elevadas de manutenção, o longo período de gestação e crescimento e o temperamento por vezes violento destes animais. É por causa da sua personalidade que a grande maioria dos animais domados são fêmeas; pelo contrário os elefantes de guerra eram exclusivamente machos.

    Perigo de extinção

    Actualmente todas as espécies de elefantes são considerados como espécies em perigo de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN). Também estão registados no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), excepto para as populações de países (como Zimbábue e Botsuana) que foram reclassificados no Apêndice II. Os elefantes encontram-se ameaçados pela caça ilegal e perda de seu hábitat. O marfim de seus dentes é usado em jóias, teclas para piano, hanko (selos personalizados para assinatura de documentos oficiais, exigida no Japão) e para outros objetos. Sua pele e outras partes são um componente comercial de menor importância, enquanto a carne é utilizada pelas pessoas da localidade.